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Programação:
23/07 - NOite Instrumental c/ Jorge Ervolini, Itamar Carneiro Quarteto e Semear Big Band.
19:30 - Auditório Sigma da Metodista
R. ALFEU TAVARES,149 RUDGE RAMOS SBC - SP
Dia 24/07 - Open Mic Festival
20:00 - Autoditório Sigma da Metodista
R. ALFEU TAVARES, 149 RUDGE RAMOS -SBC -SP
Show de encerramento dom Stenio Marcius, Silvestre e Glauber Plaça.
Dia 25/07 - Casa da Comunidade de Jesus
Rua Benedito Luiz Rodrigues, 690 São Bernardo do Campo à partir das 9:30
Manhã - Devocional com Pr Gérson Borges, apresentações de Jú Bragança, Alann Marino, Kol Brasilis, e o vencedor do Open Mic Festival.
Tarde- Marinaldo Cardoso, Denis Campos e Diego Venâncio lançam seus Cds. Além de Elly Aguiar, Tiago Vianna, Tributo a Jorge Rehder, apresentações teatrais e João Alexandre.
Noite - Gérson Borges, Wanda Sá e Telo Borges.
Inscreva-se no site - www.saraudacomuna.com
(obs: estarei lá entre essa gente boa toda! apareça vc também)
Sábado, 18 de Julho de 2009
Quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Por favor, telefone: eu preciso beber alguma coisa rapidamente
A vida se alegra por desfrutá-la com gente boa, boas companhias. Não precisa ser muita gente (no meu caso, muito pelo contrário...) Tampouco, na minha opinião, é ruim ser solitário. Mas apenas, agora, argumento que tem aqueles dias que dá vontade de selecionar algumas pessoas, da reserva especial, pra conversar sobre tudo e mais um pouco, tomar um bom vinho, rir bastante, edificar a alma, ter todas as respostas pra tudo desse mundo, e fortalecer aquilo que de mais importante pode haver.
É mentira que eu seja anti social e odeie pessoas. Este é um maldito rótulo social e uma armadura de proteção, na verdade...
Pessoas da reserva especial não pedem pra sentar e conversar, e a gente não precisa testar a liga - quer dizer, a sinergia aconteceu no primeiro contato, e vai durar pra sempre.
Ouvindo Paulinho da Viola...
SINAL FECHADO (Paulinho da Viola)
– Olá! Como vai?
– Eu vou indo. E você, tudo bem?
– Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro... E
você?
– Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranqüilo...
Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é, quanto tempo!
– Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios!
– Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
– Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
– Pra semana, prometo, talvez nos vejamos...Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é...quanto tempo!
– Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das
ruas...
– Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
– Por favor, telefone - Eu preciso beber alguma coisa,
rapidamente...
– Pra semana...
– O sinal...
– Eu procuro você...
– Vai abrir, vai abrir...
– Eu prometo, não esqueço, não esqueço...
– Por favor, não esqueça, não esqueça...
– Adeus!
– Adeus!
– Adeus!
É mentira que eu seja anti social e odeie pessoas. Este é um maldito rótulo social e uma armadura de proteção, na verdade...
Pessoas da reserva especial não pedem pra sentar e conversar, e a gente não precisa testar a liga - quer dizer, a sinergia aconteceu no primeiro contato, e vai durar pra sempre.
Ouvindo Paulinho da Viola...
SINAL FECHADO (Paulinho da Viola)
– Olá! Como vai?
– Eu vou indo. E você, tudo bem?
– Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro... E
você?
– Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranqüilo...
Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é, quanto tempo!
– Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios!
– Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
– Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
– Pra semana, prometo, talvez nos vejamos...Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é...quanto tempo!
– Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das
ruas...
– Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
– Por favor, telefone - Eu preciso beber alguma coisa,
rapidamente...
– Pra semana...
– O sinal...
– Eu procuro você...
– Vai abrir, vai abrir...
– Eu prometo, não esqueço, não esqueço...
– Por favor, não esqueça, não esqueça...
– Adeus!
– Adeus!
– Adeus!
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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
Erva venenosa
* Por Sérgio Pavarini, no Cristianismo Criativo e no Pavablog
“Amantíssimos irmãos que escolheram a Catedral Evangélica para buscar as benesses do nosso Deus excelso, vamos receber com uma calorosa salva de palmas o reverendo Silas Malafaia. Ele será o portador da mensagem que o Pai celeste deseja nos transmitir nesta noite de encerramento da campanha “As 7 chaves da vitória”. Após o culto, o ínclito servo do Deus Altíssimo estará no átrio autografando a “Bíblia da Prosperidade e Batalha Espiritual”, quintessência exegética que traz comentários do Doutor em Divindade Morris Cerullo.”
Trágica ou hilária (dependendo do ponto de vista), a cena acima (ainda) não ocorreu. No entanto, inúmeros elementos característicos da práxis neopentecostal hoje fazem parte da liturgia de igrejas que, num passado recente, lutaram para manter coerência e base bíblica inclusive na área musical.
O zelo com a Palavra não mais se estende ao chamado “período de louvor”, numa espécie de “licença poética”, naturalmente sem nenhuma poesia. “Se formos rigorosos, perderemos os poucos jovens que ainda temos”, raciocinam os pastores. Após inúmeros embates, preferiram jogar a toalha (e o nível), optando por engolir semanalmente batráquios que crescem em lagoas de tamanhos variados.
Gênesis
Nascido na década de 60, o neopentecostalismo abandonou os usos e costumes característicos das igrejas pentecostais. Ao mesmo tempo em que saias e cabelos foram encurtados, a liturgia também sofreu transformação. Os tradicionais hinários foram deixados de lado e substituídos pelo retroprojetor.
Em lugar do engessamento litúrgico que circunscrevia a música a períodos de nomes pomposos como contrição e ofertório, as canções passaram a ser usadas para ajudar as pessoas a “abrir o coração”. O conteúdo do que seria cantado era questão de somenos. Importava mais a atmosfera alcançada por meio das canções. Palmas e frases exclamativas sempre ajudaram a proporcionar o clima desejado. Como a estratégia foi bem-sucedida, Maquiavel já pode ser ungido apóstolo.
Êxodo
Habituada a longos e irrelevantes debates, a ala tradicional desperdiçou ao menos as duas décadas seguintes gastando munição em especial contra guitarras e baterias. Assestaram contra alvos errados e perderam milhares de musicistas, o que ajuda a explicar a produção pífia e quase inexistente do segmento na atualidade. Alguém é capaz de enumerar grupos musicais influentes abrigados hoje nas fileiras batistas e presbiterianas, por exemplo?
Do outro lado do espectro teológico, as perdas também foram expressivas. Na década de 80 em particular, igrejas pentecostais forneceram metaleiras completas para bandas do florescente movimento gospel. O cardápio musical evangélico ganhou opções variadas, intensificando o trânsito interdenominacional. Como ouvir nos cultos o provecto órgão eletrônico com tantas igrejas oferecendo estilos musicais mais contemporâneos e atraentes?
Números
Acostumados na seara musical no máximo a avisar a congregação que só deveria entoar as estrofes 1 e 2 do hino, pastores tiveram de ceder espaço para os “ministros” de louvor. O modus operandi varia um pouco, mas normalmente tratam-se de caras bem-intencionados que, na falta do que dizer, pedem coisas estranhas como olhar para o lado e profetizar para alguém. Seria interessante publicar no boletim da semana seguinte os resultados da saraivada profética.
Um lencinho é sempre necessário se a ministração for conduzida pela ala feminina. Segundo o modelo vigente, chorar é sinônimo de consagração ou, em muitos casos, tristeza por ter de suportar um discursinho repleto de expressões vazias. Enquanto isso, outros continuam trazendo a arca (de Noé?) e outros elementos vetero-testamentários tão úteis para as celebrações quanto retalhos do véu rasgado. Preces para mexer com a estrutura mostram-se inúteis quando as musiquinhas são mera trilha sonora para buscar milagres e bênçãos. Ensina-me a ter paciência...
Atos
Bons de briga e ruins de teologia e prosódia, muitos líderes resistiram e tentaram alterar trechos de músicas considerados impróprios. Alheios ao imprimatur pastoral, compositores produziam pérolas do tipo “deixe seu complexo interior”. Aliás, no documentário do João Moreira Salles há um trecho dessa música em que a galera canta a expressão “inexpremíveis”. Certamente o ato falho remete à impossibilidade de se extrair conteúdo desse tipo de músicas, mesmo “espremendo” bastante...
Palmas deixaram de ser exclusivas para marcar o ritmo. Aludindo ao jargão de um televangelista, aplaude-se Jesus, a música especial e até a piadinha do pastor no meio da mensagem. Entre uma música e outra, as palmas efusivas ajudam a manter a atmosfera de “unção”, não permitindo que o clima de adoração diminua. Como ninguém pensou nisso em tantos séculos de igreja?
Apocalipse não
Paracelso, um famoso cientista suíço do passado, ajuda a clarificar minha indignação: “Não há nada na natureza que não seja venenoso. A diferença entre remédio e veneno está na dose de prescrição”. Mesmo que pretensamente purificadora, a água pode ser tóxica. Os afogamentos são causados por excesso de água, além de ela ser um elemento de considerável importância em casos de edema cerebral e pulmonar. Por estranho que pareça, o veneno mais perigoso do mundo, a toxina botulínica, é usada hoje com efeitos terapêuticos e estéticos no botox. Como acontece na igreja contemporânea, o veneno ajuda a manter a boa aparência, quesito importante para manter o grau de atração em alta.
O problema é que os efeitos do botox duram apenas alguns meses, enquanto as doses musicais venenosas (ad)ministradas nos cultos não têm prazo para terminar. “Parece uma rosa, de longe é formosa...” Infelizmente, há consonância entre a “teologia” macediana de controlar Deus por meio de ofertas e o bonifrate divino movido pelos cordéis das declarações egoístas das músicas que embalam ovelhas subnutridas.
Da mesma forma que não se pode colher uvas dos espinheiros e figos dos abrolhos, boas intenções não são antígenos eficientes para aniquilar o potencial de letalidade existente. Se na canção da Rita Lee a erva venenosa apenas “achata bem a boca”, os trojans musicais têm poder de destruição bem maior.
É hora de atualizar o antivírus e de buscar expressões de louvor cuja qualidade remeta à excelência daquele que nos chamou para lhe prestar culto racional. Castelos fortes nunca resistirão se construídos na areia. Povo de Deus, declare isto. =)
“Amantíssimos irmãos que escolheram a Catedral Evangélica para buscar as benesses do nosso Deus excelso, vamos receber com uma calorosa salva de palmas o reverendo Silas Malafaia. Ele será o portador da mensagem que o Pai celeste deseja nos transmitir nesta noite de encerramento da campanha “As 7 chaves da vitória”. Após o culto, o ínclito servo do Deus Altíssimo estará no átrio autografando a “Bíblia da Prosperidade e Batalha Espiritual”, quintessência exegética que traz comentários do Doutor em Divindade Morris Cerullo.”
Trágica ou hilária (dependendo do ponto de vista), a cena acima (ainda) não ocorreu. No entanto, inúmeros elementos característicos da práxis neopentecostal hoje fazem parte da liturgia de igrejas que, num passado recente, lutaram para manter coerência e base bíblica inclusive na área musical.
O zelo com a Palavra não mais se estende ao chamado “período de louvor”, numa espécie de “licença poética”, naturalmente sem nenhuma poesia. “Se formos rigorosos, perderemos os poucos jovens que ainda temos”, raciocinam os pastores. Após inúmeros embates, preferiram jogar a toalha (e o nível), optando por engolir semanalmente batráquios que crescem em lagoas de tamanhos variados.
Gênesis
Nascido na década de 60, o neopentecostalismo abandonou os usos e costumes característicos das igrejas pentecostais. Ao mesmo tempo em que saias e cabelos foram encurtados, a liturgia também sofreu transformação. Os tradicionais hinários foram deixados de lado e substituídos pelo retroprojetor.
Em lugar do engessamento litúrgico que circunscrevia a música a períodos de nomes pomposos como contrição e ofertório, as canções passaram a ser usadas para ajudar as pessoas a “abrir o coração”. O conteúdo do que seria cantado era questão de somenos. Importava mais a atmosfera alcançada por meio das canções. Palmas e frases exclamativas sempre ajudaram a proporcionar o clima desejado. Como a estratégia foi bem-sucedida, Maquiavel já pode ser ungido apóstolo.
Êxodo
Habituada a longos e irrelevantes debates, a ala tradicional desperdiçou ao menos as duas décadas seguintes gastando munição em especial contra guitarras e baterias. Assestaram contra alvos errados e perderam milhares de musicistas, o que ajuda a explicar a produção pífia e quase inexistente do segmento na atualidade. Alguém é capaz de enumerar grupos musicais influentes abrigados hoje nas fileiras batistas e presbiterianas, por exemplo?
Do outro lado do espectro teológico, as perdas também foram expressivas. Na década de 80 em particular, igrejas pentecostais forneceram metaleiras completas para bandas do florescente movimento gospel. O cardápio musical evangélico ganhou opções variadas, intensificando o trânsito interdenominacional. Como ouvir nos cultos o provecto órgão eletrônico com tantas igrejas oferecendo estilos musicais mais contemporâneos e atraentes?
Números
Acostumados na seara musical no máximo a avisar a congregação que só deveria entoar as estrofes 1 e 2 do hino, pastores tiveram de ceder espaço para os “ministros” de louvor. O modus operandi varia um pouco, mas normalmente tratam-se de caras bem-intencionados que, na falta do que dizer, pedem coisas estranhas como olhar para o lado e profetizar para alguém. Seria interessante publicar no boletim da semana seguinte os resultados da saraivada profética.
Um lencinho é sempre necessário se a ministração for conduzida pela ala feminina. Segundo o modelo vigente, chorar é sinônimo de consagração ou, em muitos casos, tristeza por ter de suportar um discursinho repleto de expressões vazias. Enquanto isso, outros continuam trazendo a arca (de Noé?) e outros elementos vetero-testamentários tão úteis para as celebrações quanto retalhos do véu rasgado. Preces para mexer com a estrutura mostram-se inúteis quando as musiquinhas são mera trilha sonora para buscar milagres e bênçãos. Ensina-me a ter paciência...
Atos
Bons de briga e ruins de teologia e prosódia, muitos líderes resistiram e tentaram alterar trechos de músicas considerados impróprios. Alheios ao imprimatur pastoral, compositores produziam pérolas do tipo “deixe seu complexo interior”. Aliás, no documentário do João Moreira Salles há um trecho dessa música em que a galera canta a expressão “inexpremíveis”. Certamente o ato falho remete à impossibilidade de se extrair conteúdo desse tipo de músicas, mesmo “espremendo” bastante...
Palmas deixaram de ser exclusivas para marcar o ritmo. Aludindo ao jargão de um televangelista, aplaude-se Jesus, a música especial e até a piadinha do pastor no meio da mensagem. Entre uma música e outra, as palmas efusivas ajudam a manter a atmosfera de “unção”, não permitindo que o clima de adoração diminua. Como ninguém pensou nisso em tantos séculos de igreja?
Apocalipse não
Paracelso, um famoso cientista suíço do passado, ajuda a clarificar minha indignação: “Não há nada na natureza que não seja venenoso. A diferença entre remédio e veneno está na dose de prescrição”. Mesmo que pretensamente purificadora, a água pode ser tóxica. Os afogamentos são causados por excesso de água, além de ela ser um elemento de considerável importância em casos de edema cerebral e pulmonar. Por estranho que pareça, o veneno mais perigoso do mundo, a toxina botulínica, é usada hoje com efeitos terapêuticos e estéticos no botox. Como acontece na igreja contemporânea, o veneno ajuda a manter a boa aparência, quesito importante para manter o grau de atração em alta.
O problema é que os efeitos do botox duram apenas alguns meses, enquanto as doses musicais venenosas (ad)ministradas nos cultos não têm prazo para terminar. “Parece uma rosa, de longe é formosa...” Infelizmente, há consonância entre a “teologia” macediana de controlar Deus por meio de ofertas e o bonifrate divino movido pelos cordéis das declarações egoístas das músicas que embalam ovelhas subnutridas.
Da mesma forma que não se pode colher uvas dos espinheiros e figos dos abrolhos, boas intenções não são antígenos eficientes para aniquilar o potencial de letalidade existente. Se na canção da Rita Lee a erva venenosa apenas “achata bem a boca”, os trojans musicais têm poder de destruição bem maior.
É hora de atualizar o antivírus e de buscar expressões de louvor cuja qualidade remeta à excelência daquele que nos chamou para lhe prestar culto racional. Castelos fortes nunca resistirão se construídos na areia. Povo de Deus, declare isto. =)
Obamapanic

Fonte: drybonesblog
(1) Obama pode estar planejando uma viagem a Israel
(2) E daí? Um monte de presidentes americanos tem visitado a Terra Santa
(1) Verdade... mas este é o único que cavalgaria um jumento branco... esperando ser ungido!
Terça-feira, 14 de Julho de 2009
Para Matheus Hajj Gossi
Homenagem ao meu mais novo priminho, o Matheus, que nasceu ontem em Sao Bernardo - SP, e pros pais, Patrícia e Clebão, queridos.
É a Debora Camargo cantando "Primeiro Filho", do João Alexandre - o arranjo de guitarra fui eu quem inventou.
É a Debora Camargo cantando "Primeiro Filho", do João Alexandre - o arranjo de guitarra fui eu quem inventou.
Segunda-feira, 13 de Julho de 2009
Pensamento de saudável petulância
"Você já pensou como nossa vida seria barata e sem sentido se a gente soubesse que não ia morrer nunca? Quando muito moço, eu me sentia como uma personagem que tinha entrado por engano numa peça a cujo elenco não pertencia. Eu me movia num palco estranho sem ter idéia do meu papel, e tudo a meu redor parecia impreciso, absurdo e relativo. Um dia, mais velho, decidi olhar a morte cara a cara ou, melhor, cara a caveira, e daí por diante passei a me sentir uma pessoa, um indivíduo real, concreto, pertinente, e até cheguei a pensar com saudável petulância: se a morte é a única coisa absoluta da vida, por que não hei de fazer da minha existência também um fato absoluto?"
Trecho do livro "Incidente em Antares", de Erico Veríssimo (no cap.80 da segunda parte).
Trecho do livro "Incidente em Antares", de Erico Veríssimo (no cap.80 da segunda parte).
Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
Antes que venha aquela atrevida
COELET (Roberto Diamanso)
Antes que não tenha rima
A imensa lida
Antes que saias a perguntar nas avenidas:
"Cadê lua, cadê a tua luz amiga?
Cadê, cadê você querida?"
Antes que venha aquela atrevida
Tomar tudo debalde
Antes que seja tarde
Antes que venham venham aqueles dias
Em que digas:
- Não tenho mais prazer na vida!
A vida furta-cor
Furta sabor
E rouba melodia
Antes que se parta
O copo de ouro
E se despedace o cântaro
E a roda junto ao poço:
Lembra-te do teu Criador
Enquanto és moço.
-----
Antes que não tenha rima
A imensa lida
Antes que saias a perguntar nas avenidas:
"Cadê lua, cadê a tua luz amiga?
Cadê, cadê você querida?"
Antes que venha aquela atrevida
Tomar tudo debalde
Antes que seja tarde
Antes que venham venham aqueles dias
Em que digas:
- Não tenho mais prazer na vida!
A vida furta-cor
Furta sabor
E rouba melodia
Antes que se parta
O copo de ouro
E se despedace o cântaro
E a roda junto ao poço:
Lembra-te do teu Criador
Enquanto és moço.
-----
A Atrevida ronda a gente, às vezes demora pra aparecer, mas ela anda por aí. A Morte existe na dimensão temporal em que nós, humanos e criaturas, vivemos. A Morte tem prazo, tem data, tem história, tem data de validade.
A nossa alma, porém, contém muito daquele senso de não-tempo que é marca registrada do Criador. A cronologia impõe impressões de distância, mas a nossa alma apenas precisa de um estimulo pra viajar no Tempo, essa ilusão, esse líquido aminiótico que sustenta nossa percepção de segurança e existência. O estímulo que me faz viajar no Tempo, passado e futuro, é confrontar a própria Atrevida.
Hoje partiu a irmã mais velha do meu pai. Num átimo, revivi a cena de há 31 anos: eu pequeno, inconformado, ao lado do caixão do meu pai, entendendo muito bem o que se passava porém sem ter noção do que isso significaria. Na mesma cena de 1978 eu vejo a mim mesmo num certo futuro, ladeando outros mortos que ainda tombarão perto de mim.
Nada mudou: na frente dela, dessa Atrevida, ainda sou pequeno e sinto frio, estou emburrado, não derramo uma lágrima, e deito um olho desconfiado na postura desses vivos, insensíveis e interesseiros.
Pisquei, e voltei pra cá, um escritório cheio de gente: estou digitando e motejando dela, a Morte... ainda vou encontrar todos esses que me foram tomados. Li nas minhas mãos que sou eterno.
A nossa alma, porém, contém muito daquele senso de não-tempo que é marca registrada do Criador. A cronologia impõe impressões de distância, mas a nossa alma apenas precisa de um estimulo pra viajar no Tempo, essa ilusão, esse líquido aminiótico que sustenta nossa percepção de segurança e existência. O estímulo que me faz viajar no Tempo, passado e futuro, é confrontar a própria Atrevida.
Hoje partiu a irmã mais velha do meu pai. Num átimo, revivi a cena de há 31 anos: eu pequeno, inconformado, ao lado do caixão do meu pai, entendendo muito bem o que se passava porém sem ter noção do que isso significaria. Na mesma cena de 1978 eu vejo a mim mesmo num certo futuro, ladeando outros mortos que ainda tombarão perto de mim.
Nada mudou: na frente dela, dessa Atrevida, ainda sou pequeno e sinto frio, estou emburrado, não derramo uma lágrima, e deito um olho desconfiado na postura desses vivos, insensíveis e interesseiros.
Pisquei, e voltei pra cá, um escritório cheio de gente: estou digitando e motejando dela, a Morte... ainda vou encontrar todos esses que me foram tomados. Li nas minhas mãos que sou eterno.
You dont know what it means to me
Da série "as belas do Rock" (sem trocadilho): Love Of my Life, com o Queen.
Love of my life, you hurt me,
You broken my heart, now you leave me.
Love of my life can't you see,
Bring it back bring it back,
Dont take it away from me,
Because you dont know what it means to me.
Love of my life dont leave me,
You've stolen my love now desert me,
Love of my life can't you see,
Bring it back bring it back,
Dont take it away from me,
Because you dont know what it means to me.
You will remember when this is blown over,
And everythings all by the way,
When I grow older,
I will be there by your side,
To remind how I still love you
I still love you.
Hurry back, hurry back,
Dont take it away from me,
Because you dont know what it means to me.
Love of my life, you hurt me,
You broken my heart, now you leave me.
Love of my life can't you see,
Bring it back bring it back,
Dont take it away from me,
Because you dont know what it means to me.
Love of my life dont leave me,
You've stolen my love now desert me,
Love of my life can't you see,
Bring it back bring it back,
Dont take it away from me,
Because you dont know what it means to me.
You will remember when this is blown over,
And everythings all by the way,
When I grow older,
I will be there by your side,
To remind how I still love you
I still love you.
Hurry back, hurry back,
Dont take it away from me,
Because you dont know what it means to me.
Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Fui de violão na mão
Dizem que cada coisa tem sua própria velocidade, e assim existem para que cada uma cumpra seu papel nesse mundo... cada coisa a seu tempo, no seu ritmo e tals. Filosofia oriental, apologia à paciência, contra os conceitos ocidentais da pressa e da eficiência no tempo.
Sensacional, gostei: e como se eu fosse um velho rabino ou um sábio chinês, uma espécie de Moisés tupiniquim de pensamentos megalomaníacos e baixíssima autoestima, andei tomando decisões tais que, sem querer, fazem divisões na minha vida: 40, 40, 40. Quero morrer feliz e satisfeito por volta dos 120 anos de idade.
Agora eu tenho quase 40 e tomei a mais radical decisão da minha vida: rompimento radical com o status quo.
Minha esposa me disse que desde que ela me conhece eu sou um tipinho encrenqueiro... eu prefiro dizer que tentei mudar o mundo muitas vezes durante os primeiro ciclo de 40 anos da minha vida. Contrariando a frase feita do "água mole em pedra dura", tanto tentei que acabei me queimando. Tanto tentei sutilmente (ou nem tanto) melhorar as coisas, que no final disse o que tinha de ser dito com todas as letras, sem rodeios, sem eufemismos, e tomei uma porta na cara (ou um chute no traseiro, sei lá).
As lideranças eclesiásticas presbiterianas existem para manter o status quo - delas mesmas, que fique bem claro. Em algumas comunidades, como na que eu frequentei por quase 40 anos, esse status quo ganha vida na forma de manutenção do poder nas mãos da mesma liderança à zentos anos, sem alteração. Com acertos e erros, obviamente, mas uma liderança viciada nela mesma. Eu teria ousado confrontar isso, questionar a capacidade e competência de tal liderança. Agora, perto dos quarenta... simplesmente queria gerar um debate pra ver se tem alguma coisa meio errada. Consegui apenas ser persona non grata, falando sozinho feito uma velha rabugenta,
desses tipos esquisitos que incomodam. Olhei do lado e não tinha ninguém lá pra segurar minha onda...
Enfim, meu primeiro ciclo de 40 chegou ao fim, com a saída da comunidade presbiteriana da qual fiz parte tanto tempo. É engraçado, porque deveria ser algo triste, mas pra mim não é, para a liderança também não vai ser - darão graças a Deus. Como Moisés, agora começa um novo período, no exílio, de preparo pessoal pra alguma coisa que talvez eu venha a servir mais tarde. Violão na mão, vamos aí.
Sensacional, gostei: e como se eu fosse um velho rabino ou um sábio chinês, uma espécie de Moisés tupiniquim de pensamentos megalomaníacos e baixíssima autoestima, andei tomando decisões tais que, sem querer, fazem divisões na minha vida: 40, 40, 40. Quero morrer feliz e satisfeito por volta dos 120 anos de idade.
Agora eu tenho quase 40 e tomei a mais radical decisão da minha vida: rompimento radical com o status quo.
Minha esposa me disse que desde que ela me conhece eu sou um tipinho encrenqueiro... eu prefiro dizer que tentei mudar o mundo muitas vezes durante os primeiro ciclo de 40 anos da minha vida. Contrariando a frase feita do "água mole em pedra dura", tanto tentei que acabei me queimando. Tanto tentei sutilmente (ou nem tanto) melhorar as coisas, que no final disse o que tinha de ser dito com todas as letras, sem rodeios, sem eufemismos, e tomei uma porta na cara (ou um chute no traseiro, sei lá).
As lideranças eclesiásticas presbiterianas existem para manter o status quo - delas mesmas, que fique bem claro. Em algumas comunidades, como na que eu frequentei por quase 40 anos, esse status quo ganha vida na forma de manutenção do poder nas mãos da mesma liderança à zentos anos, sem alteração. Com acertos e erros, obviamente, mas uma liderança viciada nela mesma. Eu teria ousado confrontar isso, questionar a capacidade e competência de tal liderança. Agora, perto dos quarenta... simplesmente queria gerar um debate pra ver se tem alguma coisa meio errada. Consegui apenas ser persona non grata, falando sozinho feito uma velha rabugenta,
desses tipos esquisitos que incomodam. Olhei do lado e não tinha ninguém lá pra segurar minha onda...Enfim, meu primeiro ciclo de 40 chegou ao fim, com a saída da comunidade presbiteriana da qual fiz parte tanto tempo. É engraçado, porque deveria ser algo triste, mas pra mim não é, para a liderança também não vai ser - darão graças a Deus. Como Moisés, agora começa um novo período, no exílio, de preparo pessoal pra alguma coisa que talvez eu venha a servir mais tarde. Violão na mão, vamos aí.
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