quinta-feira, 16 de julho de 2009

Por favor, telefone: eu preciso beber alguma coisa rapidamente

A vida se alegra por desfrutá-la com gente boa, boas companhias. Não precisa ser muita gente (no meu caso, muito pelo contrário...) Tampouco, na minha opinião, é ruim ser solitário. Mas apenas, agora, argumento que tem aqueles dias que dá vontade de selecionar algumas pessoas, da reserva especial, pra conversar sobre tudo e mais um pouco, tomar um bom vinho, rir bastante, edificar a alma, ter todas as respostas pra tudo desse mundo, e fortalecer aquilo que de mais importante pode haver.

É mentira que eu seja anti social e odeie pessoas. Este é um maldito rótulo social e uma armadura de proteção, na verdade...

Pessoas da reserva especial não pedem pra sentar e conversar, e a gente não precisa testar a liga - quer dizer, a sinergia aconteceu no primeiro contato, e vai durar pra sempre.

Ouvindo Paulinho da Viola...



SINAL FECHADO (Paulinho da Viola)

– Olá! Como vai?
– Eu vou indo. E você, tudo bem?
– Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro... E
você?
– Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranqüilo...
Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é, quanto tempo!
– Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios!
– Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
– Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
– Pra semana, prometo, talvez nos vejamos...Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é...quanto tempo!
– Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das
ruas...
– Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
– Por favor, telefone - Eu preciso beber alguma coisa,
rapidamente...
– Pra semana...
– O sinal...
– Eu procuro você...
– Vai abrir, vai abrir...
– Eu prometo, não esqueço, não esqueço...
– Por favor, não esqueça, não esqueça...
– Adeus!
– Adeus!
– Adeus!

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