segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sobre jardins e beija-flores

Dois fatos, duas constatações. Rapidinho, porque estou sem tempo.

Primeiro: conheço duas pessoas que aparentemente são muito, muito calmas. Ambas não são paulistas. Uma delas, porém, vive há um bom tempo no ABC paulista, e já está tendo lá seus piripaques, chiliques, picos de nervoso. A outra, que mora num estado e cidade tranquilos, ainda se admira de ver o típico stress paulista, mas continua calminha, calminha.

Segundo
: tem um belo jardim aqui na empresa onde trabalho. Esse jardim floriu nesse inverno, não sei o nome da flores. Há umas semanas, estava lá tomando um café quando dois belos pequenos beija-flores revoavam em torno de uma das árvores... demorei alguns segundos pra ver que a linda revoada dos tão queridos passarinhos era na verdade uma briga feia, estavam se bicando pra matar. Quase sobrou bicada pra mim e pro amigo que compartilhava o café. Na grande São Paulo, até beija-flor já nasce estressadinho.

1 comentários:

Música, Ciência e Teologia disse...

Fabinho, beija-flor já nasce estressado, ainda mais se eles estão disputando comida, ambiente ou fêmea. Pelo seu relato, talvez fossem dois machos!

Aí fiquei pensando na sua analogia e percebi que muitas vezes, ainda que não sejamos beija-flores, também ficamos brigando, não pelas mesmas coisa. O que é pior, brigamos por caoisa bem mais banais.

Abraço, Marcos.